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Irmãos da Estrela Rubra (II)
- Continuação da postagem "Os Irmãos da Estrela Rubra (I)". Ao acordar, profundamente agradecido, o reverendo Dimitri anotou tudo o que o santo lhe ditara e passou os meses seguintes praticando os exercícios espirituais que deduziu dos ensinamentos. No final de aproximadamente mil dias, o sacerdote sentiu-se completamente rejuvenescido e transfigurado. Ao voltar para sua terra natal, ele decidiu fundar uma fraternidade para proteger a memória do anacoreta Petoar Dragusha ( na imagem ), seus escritos místicos e a sua coleção de raros manuscritos. Depois da morte do padre Dimitri, a comunidade foi presidida por seu filho, padre Gjergj Ruçi, que se estabeleceu na Romênia, mas fundou núcleos na Rússia e na Geórgia. Depois da Revolução Comunista a fraternidade entrou em adormecimento, e os ensinamentos do anacoreta Petoar e do reverendo Dimitri quase desapareceram. Continua...
Irmãos da Estrela Rubra (I)
Os Irmãos da Estrela Rubra, também conhecidos como "Amigos de Petoar Dragusha", é uma agremiação de estudos teológicos que foi fundada pelo padre albanês Dimitri Ruçi (1808 – 1888) em Tirana, Albânia. O reverendo Dimitri (na imagem) era um místico fascinado pela tradição dos primeiros padres apostólicos e pelo hesychasmo. Grande buscador da Verdade, ele procurou manuscritos, livros e mestres de oração por todos os cantos da Europa e do Oriente Médio. Certa ocasião no santo Monte Athos (Grécia) classificando antigos documentos patrísticos, ele deparou-se com um manuscrito de autoria de Petoar Dragusha, um anacoreta compatriota. A obra estava bastante danificada, mas o reverendo Dimitri conseguiu recuperar a maior parte, que descrevia as visões místicas e apocalípticas do autor. O manuscrito intitulava-se “A Cruz Branca” e dividia-se em três seções, cada uma com onze capítulos encabeçados por palavras no antigo alfabeto Udi. O reverendo Dimitri percebeu que e...
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